Como nascemos

O Makkro foi construído por quem estava perdendo projeto bom por motivo ruim.

Esta página é longa de propósito. Se você está avaliando o Makkro, o que mais importa não é a lista de funcionalidades — é de onde cada uma delas veio e qual problema resolveu antes de virar tela. Nada aqui foi desenhado em workshop. Tudo apareceu porque doeu primeiro.

2019

Uma agência boa em entregar, ruim em mostrar.

O Makkro começou dentro da Razzo, uma agência de software que abriu as portas como a maioria abre: gente que sabe construir, resolvendo problema de cliente. A parte técnica nunca foi o gargalo.

O problema estava em tudo que acontecia em volta da entrega. O briefing morria no PDF do kickoff. A regra combinada em call virava lenda oral — três pessoas lembravam três versões, e a divergência só aparecia na homologação, quando já custava caro.

O status do projeto morava em quatro lugares ao mesmo tempo, nenhum deles atualizado. E o cliente, sem informação, fazia a única coisa que dava para fazer: cobrava.

01

Testamos o que todo mundo testa.

Antes de construir qualquer coisa, veio o caminho óbvio: ferramenta de mercado, quadro compartilhado, cliente convidado para dentro. A promessa era boa — transparência total, todo mundo no mesmo lugar.

O resultado foi o oposto do planejado. Com acesso ao quadro do time, o cliente passou a agir como parte do time. Falava direto com o desenvolvedor. Repriorizava tarefa no comentário. Pedia “só um ajustezinho” para quem não tinha autonomia nenhuma para dizer não. O planejamento montado na segunda-feira não sobrevivia até quinta.

O recuo foi para o outro extremo: quadro fechado, relatório semanal feito à mão. Voltamos ao ponto de partida, agora com trabalho a mais.

O problema não era quanto o cliente via. Era onde ele estava.

02

O diagnóstico: três papéis, não três níveis de permissão.

Nenhuma ferramenta que usamos tratava acompanhar e executar como coisas estruturalmente distintas. Todas tratavam como camadas de permissão sobre o mesmo quadro. Diferença sutil no papel, enorme na prática.

Stakeholder

Precisa saber o que foi entregue, o que vem agora e onde pedir mudança. Não precisa ver a fila interna nem discutir implementação com quem implementa.

Membro

Precisa saber o que fazer hoje, com contexto suficiente para fazer bem. Não deveria receber demanda por três canais diferentes.

Gerente

Precisa ser o ponto de passagem entre os dois — não por burocracia, mas porque é o único que enxerga capacidade, prazo e contrato ao mesmo tempo.

03

Antes do software, veio o método.

Não começamos escrevendo código. Começamos definindo como todo projeto passaria a funcionar, sem exceção. Seis regras — que hoje você reconhece como os módulos da plataforma.

  1. Todo projeto tem um briefing vivo.Hoje é o módulo Sobre.
  2. Toda regra de negócio é documentada em árvore.Hoje é o módulo Tópicos.
  3. Toda demanda entra por um canal só.Hoje é o módulo Solicitações.
  4. Toda entrega é registrada, e cada uma tem um público.Hoje é o módulo Entregas, com a separação entre interna e externa.
  5. Todo projeto é revisado em ciclo.Hoje é a Revisão contínua.
  6. Todo o planejamento acontece em um lugar só.Hoje é o Planejamento, com backlog unificado.

Foram semanas desconfortáveis. Método novo é sempre mais lento antes de ser mais rápido.

04

O método funcionou. As ferramentas é que não acompanharam.

As seis regras rodaram meses em cima do que existia: quadro de tarefas para uma parte, documento para outra, planilha para a terceira, relatório manual para fechar. Funcionava — mas o custo de manter tudo sincronizado era alto, e o método só sobrevivia enquanto alguém empurrava.

O Makkro nasceu para tirar o empurrão da equação.

Primeiro o planejamento com backlog unificado, porque era a dor mais cara. Depois as entregas com separação interna e externa. Depois a documentação em árvore, as solicitações, o portal do cliente, o monitor, a revisão contínua, as automações.

Cada módulo entrou na ordem em que a dor apareceu. É por isso que não tem nada sobrando na plataforma: nunca construímos uma tela para preencher espaço em página de preço.

O que mudou, medido.

+35%capacidade de entregaPeríodo e linha-base
−90%retrabalhoPeríodo e linha-base
−20%custo por entregaTracking de horas
+50 ptsNPS dos clientesAmostra de respostas

Capacidade de entrega

Mesmo time, mais projetos tocados no mesmo período. A maior parte do ganho não veio de gente trabalhando mais rápido — veio de gente parando de trabalhar em coisa errada, esperar resposta e refazer alinhamento.

Retrabalho

É o número que mais surpreendeu e o mais direto de explicar: quando a regra está documentada no nível certo e a homologação é feita contra o documento, ela não volta diferente. Quase todo retrabalho vinha de divergência de entendimento, não de erro técnico.

Custo por entrega

Medido por tracking de horas: quantas horas de time uma entrega equivalente consumia antes e depois. Menos retrabalho, menos reunião de alinhamento, menos relatório montado à mão.

NPS dos clientes

O cliente parou de precisar perguntar. Isso muda a relação de um jeito que nenhuma reunião de status consegue mudar — a percepção deixou de depender do último contato e passou a depender do histórico visível.

O efeito que ninguém tinha previsto.

A expectativa era melhorar a relação com o cliente. O que não estava no plano foi o quanto mudaria dentro de casa.

Com entregas registradas e revisões em ciclo, a conversa sobre performance deixou de ser impressão. Não é mais “acho que esse projeto está pesado” — é a série histórica na tela. O time passou a enxergar o próprio ritmo, e a carga passou a ser distribuída olhando para dado, em vez de para quem reclamou por último.

Hoje as entregas e as revisões registradas na plataforma são a base da avaliação de performance da operação que a usa. Não existe planilha paralela.

Por que virou empresa separada

A descrição do problema se repetia em toda conversa com outro dono de agência: entregamos bem, mas gastamos metade do tempo provando que entregamos — e quando damos acesso ao cliente, perdemos o controle da execução.

Isso é estrutural do modelo de agência, não particularidade de ninguém. E uma ferramenta que resolve um problema de mercado inteiro não podia continuar sendo o departamento interno de uma agência só.

O Makkro virou empresa própria, com time e roadmap próprios, porque quem usa precisa saber que o produto responde a ele — não ao portfólio de outra pessoa.

Três decisões que não estão em negociação.

Stakeholder não paga

Transparência não pode ter custo marginal. Se convidar mais uma pessoa do cliente custa dinheiro, a agência convida menos gente — e o problema volta pela porta dos fundos.

Stakeholder não entra na execução

Não é permissão configurável. São ambientes distintos, por arquitetura. É a única forma de garantir que o planejamento do gerente sobreviva à semana.

Automação sem caixa-preta

Toda execução automática fica registrada: o que disparou, quando, qual regra, o que mudou. Ferramenta que faz coisa que você não consegue auditar não é ferramenta de gestão.

A ferramenta construída para não perder mais projeto por motivo bobo.

São 15 dias com tudo liberado. Monte um projeto real, convide um cliente de verdade — ele não paga nada — e veja se o efeito se repete na sua operação.

Sem cartão. Sem implantação. Sem recurso bloqueado.